Crédito consignado é instrumento de inclusão social, afirma articulista

02/06/2011 09:12

 

Dentre os fatores que têm permitido vivermos essa nova realidade de prosperidade e boas perspectivas estão os estímulos proporcionados pelo forte crescimento econômico nacional

 

Temos lido, ouvido e discutido de modo recorrente algumas análises e comentários sobre o importante momento econômico e social que o Brasil vive nos últimos anos. Sabemos, por exemplo, que uma combinação de fatores tem permitido a nosso País desenvolver-se de maneira mais notável, estimulando sua inserção no mundo globalizado e melhorando internamente as condições de vida de grande parcela de nossa população, especialmente a partir da geração e distribuição mais equânime de renda.


Dentre os fatores que têm permitido vivermos essa nova realidade de prosperidade e boas perspectivas estão os estímulos proporcionados pelo forte crescimento econômico nacional (em 2010, o PIB avançou 7,5%, sendo que quase 65% dele representado por serviços); a ampliação da oferta de empregos e o aumento da renda de grande parte dos brasileiros; as melhorias educacionais, na formação e capacitação profissional oferecidas à população; a evolução e consolidação de nossos sistemas político e judiciário, o que tem reforçado as bases da democracia; o incentivo à formalização das empresas, especialmente pelos programas Simples e Microempreendedor Individual; a adoção de medidas no campo das relações do trabalho que simplificam, barateiam e estimulam a contratação; a plena abertura econômica e financeira nacional e o câmbio livre, que inseriu o País no mercado global de bens e serviços; e a ampliação e modernização de infraestruturas e serviços envolvendo as tecnologias da informação e da comunicação, por exemplo.


Destaque, também, para o fato de que, desde 2003, os aposentados e pensionistas do INSS tiveram acesso ao credito consignado, opção que antes restringia-se basicamente aos servidores públicos, e, com isto, o brasileiro conquistou um importante instrumento de inclusão social. Milhões de cidadãos puderam, a partir dali, obter empréstimos com juros mais baixos, de fácil acesso, e conquistar o direito de serem incluídos no sistema financeiro formal. A iniciativa é uma ideia simples, que permite a redução do risco de inadimplência para as instituições financeiras, pois as parcelas do financiamento são debitadas automaticamente da folha de pagamento do órgão, entidade, instituição ou empresa empregadora do tomador do empréstimo, seja ele um funcionário público, da ativa, aposentado ou pensionista, ou trabalhador do setor privado. Vale observar que mais de 85% do volume total emprestado são tomados por servidores públicos e pessoas que recebem proventos do INSS.


Com menor risco de inadimplência, caem os custos de administração das carteiras de crédito, permitindo às instituições financeiras praticar taxas de juros muito menores, que giram em torno dos 2% ao mês. De todos os recursos emprestados pelo sistema financeiro nacional às pessoas físicas, por volta de 60% são provenientes dessa modalidade, responsável em março passado, por exemplo, por um volume de financiamentos de R$ 142,9 bilhões, segundo dados oficiais do Banco Central do Brasil.


Além de contar com juros mais baixos, o consignado é uma modalidade de crédito de fácil acesso e desburocratizada, pois, por meio de acordos previamente formalizados, os empregadores ou instituições previdenciárias concedem o acesso ao débito de parcelas nas folhas de pagamento, os trabalhadores autorizam a cobrança automática em seus vencimentos mensais e as instituições financeiras têm o direito de cobrar diretamente da folha os empréstimos tomados, assim facilitando a liberação do crédito e sempre envolvendo modernas tecnologias.


Não é exagero concluir, portanto, que a popularização integrada ao sistema financeiro pela modalidade de crédito consignado representou um grande estímulo ao crescimento da economia nos últimos anos. Afinal, o brasileiro estava acostumado a conviver com altíssimas taxas de juros no mercado, que muitas vezes inviabilizavam a tomada de empréstimos para o consumo ou para o simples planejamento financeiro doméstico. O consignado permite que o consumidor possa planejar melhor suas compras, pagando juros mais baixos, organizar suas finanças, adquirir bens e serviços pagando taxas menores, além de ajudar alguns devedores a negociar dívidas antigas, gerando economia de recursos que podem ser usados para finalidades mais essenciais.


É importante frisar que o crédito consignado não aumenta o endividamento da população, mas, sim, reduz taxas e facilita a inclusão de uma grande parte da população que vivia na informalidade financeira. O instituto do consignado é, repito, um importante fator que contribuiu e está contribuindo para a inclusão social e financeira do brasileiro. O acesso fácil a financiamentos com baixas taxas de juros é, de fato, uma revolução silenciosa, que pode ser qualificada como um importante e decisivo componente na constituição do acelerado desenvolvimento de nosso País.


Fabio Rocha do Amaral é membro do Conselho de Administração do Banco Cruzeiro do Sul. 

 


 

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